terça-feira, 27 de julho de 2010

É proibido dar Palmadas

Até isso os "especialistas" quiseram transformar em lei.
Claro !!! Novamente consequência da ignorância generalizada. E do medo (novamente o medo) ! Pois o criador da lei defende que se a lei existisse talvez Isabela Nardoni teria sido salva dos pais antes (pois a agressão dos pais os teria lhes entregado antes).
Mas como determinar se tal lei realmente traz benefício na formação do indivíduo ? E além disso, o que considerar benéfico ou maléfico na formação de um indivíduo ?
Bom, quando eu era pequeno, o que eu tinha mais medo era do "fio de ferro" de meu avô. Era simples. Ele pegava um fio de cobre de chuveiro (esses de 3mm), o torcia em um par e fazia uma espécie de varinha de uns 40cm de comprimento. Era fantástico, bastava uma varetada na bunda, e o fato jamais se repetia. Já meu pai usava a cinta, e minha mãe as mãos. Posso dizer que já tive muita perna zebrada, e vergões na bunda.
Em primeiro. Em todas as ocasiões que apanhei foi porque mereci, em todas as ocasiões eu sabia que estava fazendo algo indevido ou proibido, e já tinham me repreendido verbalmente , ou mesmo com castigo antes. Mas, quando a reinação era melhor do que a privação do castigo, como por exemplo, abrir o armário de doces de meu avô (que ele comprava para dar para TODOS os netos nas reuniões de domingo) e desprezar a mesada (que dava pra comprar menos doces do que eu e meu irmão "roubávamos"), nestes casos só a punição pela dor resolvia, pois o castigo era pior do que a peripécia.
Nunca deixei de gostar deles por isso, ou nunca os condenei por isso, afinal eles eram e são meus pais: minhas únicas referências, e por conseguinte a forma certa (na minha opinião) de se criar um indivíduo.
Não tenho dúvidas de que essa lei tem como objetivo interferir diretamente nas bases da família e na formação da criança de forma negativa. Querem dizer que o certo é castigar sem agressão física, mas eu acredito que pais que passam 10 horas fora de casa para trabalhar (das 16 horas uteis), não irão ter tempo de cumprir o castigo nos filhos, como era o caso de meus pais. A solução será os pais de hoje contratarem "empregada doméstica" para cumprir papel de carrasco, ou então "viciar" o filho em algo só para poder privá-lo e castigá-lo.
Com a dor física é tudo muito simples: A criança sente a dor, não espera por aquilo novamente e portanto não repete.
Alguém acha absurdo ? Oras, o Estado não é uma extensão da família ? Lembram-se de John Locke (2 Tratados sobre o Governo) ? tudo começou com família, que formou tribo, que formou reino, que formou estado (até chegar a um império) ? As leis do Estado são determinadas por preceitos que derivam dessa hierarquia de conduta e costume familiares. Portanto, se o Estado tem o direito de usar a força para manter a ordem, por que os pais não teriam ?
Palmadas, cintadas, fios-de-ferro são cócegas perto do poder de agressão das instituições policiais do Estado: da forma que eles te reprimem e te punem(quando você não foi morto durante a repressão), caso você transgrida as normas.
Além disso,voltando.
No que isso beneficia na formação do indivíduo ?
Acho que talvez a pergunta certa a fazer é: que tipo de indivíduos queremos ter ?
Bem.. quanto a isso deixo apenas alguns detalhes da História. Peguemos os Espartanos: Esparta foi uma cidade praticamente formada por soldados, que quase tomou toda a Grécia. Poucos conhecem realmente a história de Esparta, e baseiam-se somente nos filmes (e principalmente o último 300, tem cunho político e difamatório, pois a Pérsia, é hoje o Irã.. além disso os Persas são colocados como "selvagens" quando na realidade os persas eram muito mais avançados) , que erroneamente colocam os espartanos como idealistas. Nunca foram !! O homem espartano era criado para ser soldado. A mulher tinha mais poder do que o homem, e era vista como a Chefe da Família. Ao homem espartano, não lhe era ensinado a história de seu povo, seus costumes, política, religião, ou qualquer outra faculdade. Aos espartanos só era ensinado a agressão e a dor, a punição pela dor, e as conquistas pela agressão. Desde criança o espartano era ensinado a guerrear, a suportar e compreender a dor física, e assim, somente assim, foram os maiores guerreiros que a humanidade já conheceu.
Obviamente que não precisamos ser educados apenas pela a agressão, a moderação é a chave.
Mas uma coisa é certa: quem apanha, aprende a bater.

Sds.

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