domingo, 13 de fevereiro de 2011

"Judeolatria" é retórica !!

Olá meus caros.

Também frequento o Orkut, e estes dias fui expulso da comuna História, cuja a qual era membro há pelo menos 5 anos, e gostaria de lhes contar o porquê.

Pois bem.

Ao ver um post sobre 2º Guerra, não me lembro ao certo, mas acho que era sobre crueldades que não foram feitas apenas por nazistas, notei que os posts originais haviam sido apagados, mas as respostas não. Além dos tradicionais ataques morais, eu notei um tipo de retórica bem peculiar que se faz presente em quase todo o argumento onde o debate envolve o povo judeu: parece ser um tipo de retórica que prefiro chamar de “judeolatria”.

A questão que levantei foi quando citei o livro de Voltaire, chamado Filosofia da História.

No livro Voltaire, que teve acesso a escritos antigos, inclusive de Heródoto, explica a origem dos povos e como sua história é formada.

E segundo o autor, todo o povo que quer ser grande deve ter ancestrais que fizerem grandes coisas, enfrentaram grandes inimigos e inclusive os venceram. E certamente que todas as civilizações criam essas histórias.

Foi assim com gregos (mitologia), com os hindus(os Vedas), com os persas(mitraismo), e claro que com os judeus também.

E a questão que levantei foi, algo que Voltaire é inclusive enfático, qual o motivo de um povo fazer o mais difícil quando se tem o mais fácil em mãos. O que quis dizer é que, em meio a uma guerra, onde todos os supostos direitos civis já estariam suspensos ou ignorados, onde existiam milhares de métodos mais simples, menos trabalhosos e mais eficientes de se matar (alias isso é que mais se fez na humanidade), por que os alemães utilizariam de toda aquela “parafernália de extermínio” extremamente onerosa e perigosa ? Os megacampos de extermínio com utilização de camaras de gases extremamente perigosos e de difícil operação, propaganda para "disfarçar" o extermínio, enfim, quando estudo 2º Guerra e Holocausto, me parece que os Alemães tentaram fazer o impossível para matar judeus.

Oras, na Rússia ou em Ruanda, o extermínio étnico se dava nas ruas e nas próprias casas, bastou propaganda, a mesma que os alemães também se utilizavam.

Ainda no tópico, fiz uma analogia entre as histórias do nazismo e holocausto, onde muitas delas estão descritas na forma de retórica, com fraco embasamento lógico, pouca evidência forense ou científica, mas repleta de conteúdo emocional, onde a crueldade (independente do custo para isso) é o atributo mais notório.

E para encerrar disse que apenas acreditaria nessas histórias de crueldade extrema no momento em que elas apelassem para a razão.

Efim, não havia citado uma obra revisionista, ou mesmo feito apologia ao nazismo, quis apenas fazer sobressair a lógica da natureza humana, algo com que todos nos identificamos porque agimos sob a mesma lógica.

As respostas foram as costumeiras quando se trata destes assuntos. Agressões morais, opiniões e, principalmente, judeolatria.

Alguns associaram o ódio do povo judeu porque eles são superiores, e então começaram a citar Einstein, Freud, Marx. Outros usaram contos bíblicos como referência, enfim como eu disse, a retórica da judeolatria.

Não satisfeito com as respostas, tive que responder.

Tive que citar as próprias palavras de Voltaire.

“Não há nada que o povo judeu inventou por si próprio, nem sua própria religião.”

Tudo foi cópia dos egípcios, que por sua vez tiraram dos gregos. Resumi que Moises é a cópia de Baco, dos 10 mandamentos 8 estão no Livro dos Mortos dos Egípcios (a biblia deles), Sansão é a alegoria de Hercules, entre muitos outros..

Também falei sobre os prodígios modernos.

Disse que Marx simplesmente reuniu os maiores idéias humanistas da história, compilou em uma ideologia, só que agora econômica. Disse que os princípios do humanismo eram encontrados em Aristóteles, Sócrates, Seneca, More, Rosseau, Shoppenhauer, e vários outros.

Sobre Freud, citei Maomé que já sabia que o ser humano tinha sua psique totalmente induzida pela sexualidade(e por isso o rigor do islã). Disse que um cardeal (que não me lembro o nome, mas quem quiser encontra a referência em "Filosofia Perene" de Aldous Huxley, onde o próprio autor, austero crítico do nazismo em seu livro, nega Freud como criador ) escreveu uma obra inteira sobre a sexualidade humana dizendo o mesmo que Freud disse.

Falei sobre Einstein e questionei por que novamente precisariam fugir do natural, procurando a explicação mais difícil ?

Comparei. Disse que Mozart foi gênio aos 12 anos, Beethoven aos 9, Isaac Newton aos 17, Tesla aos 18, mas estranhamente Eisntein foi apenas aos 40...

Citei a entrevista de César Lattes(maior físico brasileiro, um dos fundadores da Unicamp, também judeu) onde ele chama Einstein de uma fraude. Onde ele cita que no Livro de História da Universidade de Whittaker na Inglaterra, a relatividade está atribuída a Henri Poincaré, Maxwell e Leibniz, embora Giordano Bruno já dissertava sobre a cosmologia da Relatividade no século XVI. E=mc2 é apenas uma equação de resultante que qualquer aluno do 2º Grau poderia postular, semelhante a equação de resultante peso. Era tão burro, que em sua primeira edição de sua Teoria Geral, ele confundia grandeza com medida de grandeza;

Falei de Alexander Grand Bell que havia roubado o invento de Antonio Meucci que morreu durante os julgamentos contra a Bell. Disse que os Eua já haviam devolvido a patente para a família Meucci e hoje a Bells e ATT pagam indenizações vitalícias para a família.

Falei sobre o prêmio Nobel e disse que Alfred Nobel era judeu e que era muito natural essa instituição premiar os próprios. Disse que era mais ou menos como o Troféu Imprensa, como o Oscar, e todos esses prêmios que servem de eufemismos e ufanismos. Critiquei sim sua credibilidade, afinal Obama mandou 30 mil para uma Guerra e ganhou um Prêmio Nobel da Paz no mesmo ano em que Bush concorreu, acreditem, para o mesmo prêmio. Penso que o prêmio Nobel nada mais serve de instrumento político e lobby, para justificar fundos científicos milionários de pesquisas sobre coisas que na grande maioria das vezes, de nada nos servem em nosso cotidiano.

Critiquei aqueles que insistiam nos insultos, mas não xinguei. Apenas disse que eu os desprezava.

Apelei apenas para que as pessoas buscassem por si mesmas pela a informação. Ressaltei o pensamento de Sócrates de que não existem certo e errado pela a ação em si própria e sim devido a sua finalidade e que portanto , deveriam buscar sempre as causas e conseqüências das causas e conseqüências, infinitamente, até onde conseguirem, e assim tenham seu próprio julgamento. E alertei para que prestassem muita atenção em um discurso e que se este discurso lhe causasse qualquer emoção, inclusive o entendimento pleno, tratar-se-ia de uma retórica.

E por fim disse que o que mais me irritava em tudo isso não era o fato de um povo criar essas histórias ou não, já que todos criam, mas sim o fato de quererem usar esse ufanismo (que se não forem enganos, são pelo menos dúvidas) para se sobressaírem em qualquer discussão, seja ela sobre nazismo, sobre etnias, sobre Oriente Médio e tudo o mais.

E por fim, mesmo sem ter citado um autor revisionista ou ter elogiado um momento o nazismo; mesmo tendo todas as informações acerca dos prodígios modernos encontradas em diversos conteúdos que não possuem tendência ideológica, até mesmo no Wikipedia, o moderador da comuna me chamou de Revisionista.

E quando fui reclamar com o moderador ele disse que me expulsou por não concordar com minhas opiniões. Nem ao menos teve a hora de dissertar sobre o que não concordava, apenas apagou meus posts e me baniu, como se todas as minhas referências não passassem de opiniões, como se a história já estivesse pronta e acabada por si só.

Portanto, só me resta compartilhar essas "opiniões" com vocês.

Sds

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Jornalismo ou Retórica ?



O que se vê em nossa imprensa, e acredito que em todas as imprensas do mundo possui um nome.
Penso que se parece com qualquer coisa menos com a informação.

Na teoria convencional poderíamos chamar de retórica.

Sócrates, em Diálogos de Platão (Sócrates, Górgias e Cálicles, da Retórica) foi o homem que melhor definiu a diferença entre um discurso didático do discurso retórico. Devemos entender que o discurso se trata de qualquer informação que estejamos abertamente passivos de absorver, cuja a qual estamos apenas sujeutos a análise.

Mas, qual é o princípio do discurso didático ?

É fazer o indivíduo concluir através do conhecimento transmitido no discurso a relação lógica de cada causa e consequência de determinado fato.
A questão é que como não existe o bom e o mal, ou o certo e errado, mas sim o porquê, já que nenhuma ação é boa ou ruim em si, mas devido sua finalidade, a didática em geral leva apenas uma coisa: mais dúvidas. Natural, já que seguindo essa lógica, você busca a causa da consequência da causa da consequência, e assim infinitamente, de cada coisa.
Portanto o discurso didático não leva a emoção alguma, nem de entendimento, nem de prazer nem ou de ódio, mas sim, leva apenas a uma nova dúvida, e a dúvida nunca é prazeroza. É melhor termos uma certeza de algo ruim do que a dúvida se algo é bom ou ruim.

Já a retórica não.
Sócrates, inclusive faz piada com Georgias, os chamando de Aduladores. Pois segundo ele a retórica servia apenas para trazer prazer ao ouvinte. Em geral ela mexe com os sentimentos. O prazer a que Sócrates se refere, trata-se da certeza, ou seja, faz erroneamente o ouvinte achar que compreendeu totalmente o assunto, e por conseguinte levando a seu julgamento final de acordo com seus valores trazendo alegria ou ódio.


Assim sendo, permitam-me pedir simplesmente apenas para que os leitores reflitam por si.
Pois oras ! Não vejo como é possível julgarmos algo muito complexo quando as evidências que nos são dadas, ou seja, o conhecimento das respectivas causas e consequências, são insuficientes ?
Se na justiça convencional, um simples processo sobre assassinato pode ter até 500 páginas. O que te faz pensar que 2 páginas de uma revista ou 10 minutos de imagens e informações editadas servem para convecê-lo de algo. Cada frase e cada palavra deste processo são evidências e servem de "pesos para a balança" do julgamento. E julgar algo baseado em poucas evidências, inevitavelmente leva a a justiça a ser injusta. E o mesmo acontece com nosso julgamento acerca das notícias que vemos. Ou demonizamos, ou exaltamos, mas em raríssimas vezes, julgamos de fato.
A forma que imprensa transmite a informação é sutil. O tom de afirmação objetiva é constante, a linguagem segue uma formalidade excessiva dando a impressão de superiordade, fazendo com que o ouvinte ou o leitor se rebaixe e automaticamente o deixa suscetível à respectiva opinião. A parcialidade de interesse de grupos, classes e instituições chega a ser insultante e nunca os dois lados de um conflito são expostos com ênfases semelhantes.
Se a informação não vem impressa em uma excelente tiragem, com um conteúdo gráfico igualmente excelente, mas nem por isso menos "retórico", então é transmitida por âncoras de TV e reporteres, com a mesma presunção de certeza (como se fossem realmente testemunhos do fato), alguns de oratória invejável, e embora a obrigatoriedade seja de ter uma aparência austera e de credibilidade, alguns se evidenciam e sobressaem mais por sua beleza do que propriamente pelo serviço que prestam, fazendo de si mesmos a notícia, do que propriamente a informação a ser transmitida.

Tudo isso não passa de Adulação. Não passa de um catálogo de compra de "aceite a realidade conveniente". Não presta para nos informar, mas sim para nos convencer, ou seja, adular ou praticar a retórica. E para praticar retórica na imprensa não é preciso mentir, mas apenas omitir os porquês. Robert Fisk, um jornalista inglês costuma dizer: "É sempre quem o quê, mas nunca o porquê."
Se existe algo que é infinitamente ambundante em nosso universo de relações humanas, esse algo são os porquês. São tão antigos e serão tão eternos quanto a própria existência do ser humano. E naturalmente que ignorá-los nada mais é do que negligenciar o próprio julgamento.
É melhor ser ignorante do que ter um conhecimento equivocado a respeito de algo.

Sds.