sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Dinheiro

Quanto maior é a fortuna, maior é a escravidão” Sêneca

Tenha em mente que: nenhuma lei ou regulação surge do nada, sem motivo ou mesmo sem um precedente histórico.
Para se entender o profundo mal que atormenta a humanidade, acredito pessoalmente que antes, deve se olhar para o dinheiro sob uma outra ótica.
Nos livros de história, nas tendências, e mesmo o “estabelishment”, o dinheiro é tratado com um certo eufemismo.
Nos disseram que sua origem veio pela necessidade de troca, para facilitar os negócios, entre outros benefícios para o homem de bem.
Como eu disse, para o homem de bem, porque como diz o famoso economista liberal Milton Freedman: “para todas as coisas, existe um grupo de interesse”. E é aí que entram os homens maus.
Talvez a menção mais antiga que se tenha do dinheiro (como conhecemos) seja das tribos da Judéia que, onde nos templos eram feitos os comércios, onde se vendiam os animais e outros itens para sacrifício.
No entanto, na região da China, o primeiro imperador que unificou as tribos chinesas formando o primeiro império chinês, Qin Shihuang (da Dinastia Qim) tinha uma visão bem interessante do dinheiro.
O maior benefício do dinheiro não está em sua utilidade (a troca), mas sim na sua mobilidade e liquidez (valor real). Entretanto, o dinheiro só pode existir sob uma premissa: a fé.
Na antiguidade, grandes riquezas requeriam grandes responsabilidades. Terras são bens imóveis, não se pode desloca-las; poderiam ser tomadas, e quanto mais terras se tinha, mais o dono teria que vigiá-las; “comodites”, em geral, eram todos perecíveis, ocupavam muito espaço e precisavam ser bem guardados; e os metais preciosos eram mais vistos como símbolo de nobreza do que riqueza (somente depois que passou a ser usada como moeda teve valor entre os “escravos”). Ou seja, sem o dinheiro, a riqueza de um homem era limitada até onde ele poderia exercer o domínio sobre o mesmo, necessitando de ajuda de outros homens.
Agora pense.. Não é justo dizer que em circunstâncias onde até então as grandes riquezas eram perecíveis e imóveis, o dinheiro surgiu como um Messias ? Oras, o dinheiro “externaliza” a responsabilidade do domínio permitindo um acúmulo de riqueza nunca antes possível.
E foi com esse pensamento que o imperador Qin, aqui conhecido como Chin, criou o dinheiro chinês. Não só o dinheiro, como também criou padrões e unidades de medidas universais no império, que teriam que serem adotados por todas as províncias.
Somente com a invenção do dinheiro se pode emergir grandes reis e nações, pois com a riqueza centralizada, já que o rei era o emissor do dinheiro, onde todos em seu território o aceitam, seu poder hegemônico passa a ser ilimitado e impenetrável.
Não há dúvidas que o dinheiro é útil para todos. Mas sem dúvida ele foi muito mais útil aos ricos do que aos pobres.

Sds

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